CCR - Centro Cultural Paroquial?



Acabámos de receber a obra, coordenada por Rui Jacinto e Virgílio Bento “O interior raiano do centro de Portugal”, editada pela Campo de Letras, na colecção Iberografias, coordenada pelo Centro de Estudos Ibéricos, sediado na Guarda. São 442 páginas a ler com atenção pela qualidade das informações que reúnem e que abarcam. A ler, principalmente, por aqueles que andam por aí a alardear aos sete ventos a sua ‘especialização’ (só se for na gestão económica pessoal dos projectos) em assuntos transfronteiriços. Criado formalmente em maio de 2001, o CEI tem vindo a afirmar-se como um pólo privilegiado de encontro, de reflexão, estudo e divulgação de temas comuns e afins a Portugal e Espanha, com especial incidência na região transfronteiriça.

Ora este seria, pensava-se, um dos pilares do Centro Cultural Raiano de Idanha-a-Nova. Qual quê! Abre todos os dias é certo. Mas seria mais honesto que lhe mudassem o nome para Centro Cultural Paroquial. O CCP sempre inovava qualquer coisa na ‘pioneira’ estratégia de desenvolvimento cá para as nossa terras que se resume à quadratura do círculo. O CCP.

Nota

Retirámos este naco de prosa do site da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova. É de ler pela sua antiguidade e valor documental. Para memória futura.

Situado na moderna Avenida principal de Idanha (Zona Nova de Expansão), há quem considere este centro cultural o último Castelo Raiano devido à sua volumetria sólida e granítica com poucas aberturas para o exterior, á semelhança dos que outrora defendiam povoações; mas, desta feita, é um "castelo" construído para vencer a batalha da desertificação, com um papel preponderante na dinamização cultural da região e simultaneamente, com o objectivo de fortalecer e fomentar as relações transfronteiriças.