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A devoção à Senhora do Almurtão


Saiu há poucos dias o catálogo da exposição "A devoção à Senhora do Almurtão", que esteve patente no Centro Cultural Raiano, vários meses, sempre com grande afluência de público. É este catálogo obra do nosso bom Amigo António Silveira Catana, porventura quem mais está documentado sobre a santa raiana.
Trata-se de um livro de muito boa apresentação e bem escrito.
No entanto há alguns aspectos que eu gostaria de ver lá expostos, mas cada um organiza a obra como lhe convém. Os aspectos são a problemática pre cristã deste culto, aliás era quase omissa na exposição, as relações com Igaedus, deus indigena cultuado no mesmo local e por fim uma bibliografia segura acerca da Senhora do Almurtão, não só em material impresso, como em material não livro. Quantas versões cantadas existem publicadas da Senhora do Almurtão? Mais de cem, o Dr. Catana poderia dize-lo.
Mas as obras são aquilo que são, e só temos de agradecer ao António Catana todo o esforço, dedicação e entusiasmo com que se lança nestas lides.
Para terminar deixar um reparo. Gostava de ter visitado a exposiçâo equipado com este catálogo, aliás os catálogos servem para acompanhar as exposições, e este foi editado alguns meses depois de finda.
Mais uma edição da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova. Mais uma vez de parabéns.

Arqueologia no castelo de Penamacor



A aposta empenhada da Câmara Municipal de Penamacor em projectos de investigação arqueológica começa a dar os seus resultados. Inaugurou-se há alguns dias na vizinha vila, a exposição ARQUEOLOGIA NO CASTELO DE PENAMACOR- Da Pré-História ao século XIX. Vale uma visita atenta pelo conjunto de artefactos apresentados resultantes de quatro anos de escavações no castelo roqueiro da vila raiana.

No seu conjunto esta exposição significa em primeiro lugar um grande avanço do real conhecimento de diversas realidades do período medieval e moderno da Beira, para além da confirmação de mais um ponto do povoamento proto-histórico desta região.

Em segundo lugar a excelência de um projecto de investigação liderado pela arqueóloga Silvina Silvério que começa a afirmar-se como a nossa grande especialista em Arqueologia medieval. Ao contrário de outros e de outras, Silvina Silvério e a Câmara Municipal de Penamacor não confundem a verdadeira acção e espírito científico com pompas, poderes e ridículas ambições mediático-pessoais. Parabéns Silvina. Continue.

A exposição está aberta ao público até 31 de Outubro.

Exposição da Senhora do Almortão

Depois de sair do serviço, acompanhado da minha filha, visitei a exposição sobre a Senhora do Almortão, no Centro Cultural Raiano em Idanha-a-Nova. A exposição está dividida por duas salas, bem compostas. Estão expostos os pequenos grandes tesouros da santa, desde inúmeros objectos de ouro, fruto da doação dos crentes, até às vestimentas com que a Santa regularmente é vestida pelas mordomas. Enfim está lá quase tudo, mas sente-se sobretudo a falta da artista principal, ou seja a santa. Muito gostariamos que a Senhora do Almurtão estivesse presente nesta homenagem a si dedicada. Achei igualmente a falta da muita bibliografia que se escreveu e das bandas sonoras publicadas por inúmeros artístas. Senti igualmente a falta de uma música de fundo com os adufes e os cantares das raianas, desafinadas, encantadoras.
A nível técnico senti uma vez mais que as coisas foram feitas apressadamente. Falta sinalética, faltam legendas, falta um catálogo.
Mas no geral gostei e fiquei impressionado com a valia, popular ou artística, de muitas peças.
Só fiquei desiludido com a forma como apresentaram a ara de Igaedus, divindade índigena, documentada numa ara encontrada nas traseiras da capela e levada para uma casa particular de Alcains, um simples desenho muito esquemático. Igaedus mereceria mais, pois a Santa só herdou o seu lugar e as suas funções.

Exposição sobre a Senhora do Almortão


Como se estão sempre a meter comigo sobre as minhas queixas em não receber os convites da praxe para as inaugurações das exposições organizadas pela nossa Câmara Municipal, desta vez, antecipo-me. Amanhã inaugura-se uma exposição no Centro Cultural Raiano sobre Nossa Senhora do Almortão. A não perder. A SENHORA É DE TODOS. Mas na verdade não recebi mesmo convite.

Que frustação!!!!!



Como não assisti à inauguração da exposição "10 anos do Centro Cultural Raiano" conforme vinha no convite, aproveitei a tardinha do dia de hoje para visitar a dita. Como tal dirigi-me ao CCR e perguntei se podia visitar a exposição que tinha sido inaugurada na sexta-feira. Disseram-me que sim e lá me fui dirigindo às salas de exposição. Entrei na primeira e estava patente uma exposição fotográfica de motivos publicitários que não me chamou a atenção. Segui para a seguinte e vejo no chão uma espécie de linha de comboio com as linhas constituídas por lâmpadas florescentes assentes sobre tábuas, e estas sobre gravilha.

Isto é que é a exposição sobre a década do CCR? Sinceramente, como exposição nem sei como definir. Porém gostaria de saber quem está actualmente a fazer a programação do CCR neste aspecto. Não sou exactamente um analfabeto em arte, mas digo abertamente que isto nem tem pés nem cabeça, ainda por cima em Idanha-a-Nova? Faz-me lembrar o mamarracho a que chamam exposição e que vem ocupando nestes últimos meses a Sé de Idanha-a-Velha.. Isto é demasiado mau para ser verdade, demasiado.

"Algo vai podre no reino da Dinamarca"