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Uma nova pedra túmular no Fundão


Ao levantarem o soalho da Igreja Matriz do Fundão, quase ao cimo da coxia, descobriram uma elegante e bonita lápide funerária, pertencente a Ana Leopoldina da Fonseca Esteves, datado de 1870. Parece tratar-se de uma personagem caridosa e cheia de virtudes, para além de ser virgem, tendo morrido com 38 anos. O estranho é o facto de ser proibido o enterramento no interior de templos desde 1935 e aparecer este monumento datado de 1870, 35 anos para lá da poibição. Alguma razão haverá para que tal aconteça.
A lápide ostenta grande beleza, e vai ficar à vista com um vidro a proteger.

D. ANNA LEOPOLDINA XAVIER
[D]A FONSECA ESTEVES
HIC JACET
FUI VIRGO SEMPER CASTA
PRUDENS PAUPERTATI CONDULENS
ET OMNIBUS VIRTUTIBUS
EXORNATA
NONO CALENDAS OCTOBRIS ANNO
DOMINI MDCCCLXX

AETATIS SUAE XXXVIII IN COELUM
E VOLAVIT

Sábado estive no Fundão


Este sábado foi todo ele passado na cidade do Fundão. A razão foi o casamento dos Amigos Beta e Miguel.
O casamento foi efectuado pelo pároco de Idanha-a-Velha, Adelino Lourenço, na capela de S. Francisco na cidade da Cova da Beira. É uma capela muito interessante, mas já muito remexida. A destacar as talhas douradas em mau estado e uma interessante inscrição tumular do século XVIII, escrita em cursivo, situada na capela-mor do lado direito. Exterior bem cuidado e refrescante. Perto está o Museu Arqueológico que eu bem tentei visitar mas deparei com as portas fechadas e não vislumbrei por lado algum um horário das visitas. Enfim fiquei frustado, mas a visita fica para a próxima.
Os comes e bebes do casamento foram no explendido Hotel Alambique, de que fiquei fã.

Epigrafia portuguesa da India

Inscrição portuguesa da igreja de Santa Maria do Castelo (Castelo Branco)
Ilustro este post com uma peça de Castelo Branco, pois não encontrei nenhuma da India
(Quando não se tem cão, caça-se com gato)


Ontem vi com muito gosto e atentamente um programa sobre Camões no Canal de História da TVCABO, embora a horas, melhor dizendo, fora de horas, entre as 5 e as 6 da manhã. Inserido no programa admirei inumeras inscrições portuguesas por inúmeros locais da União Indiana. Goa, Bombaim, Baçaim, etc. Quase todas elas em edifícios de ruína avançada, outras à mercê dos elementos. Ante tal espectáculo, gostaria que alguém me esclarecesse, se existe algum inventário da epigrafia portuguesa existente pelas quatro partidas do mundo; se existem estudos sobre a mesma (conheço alguns inventários singelos no Archeologo Portuguêz dos principios do século XX e a monumental obra sobre as inscrições do Forte de Baçaim, aliás já profundamente desactualizada) mais ou menos recentes.
Fica um alerta ao Ministério da Cultura e a certos Institutos e Fundações, no sentido de também acautelarem este património, que embora esteja noutras nações e lhes pertença, também é nosso, e como tal não deve ser esquecido nem ignorado, como parece ter sido o caso até aos dias de hoje. Estivesse eu em outras condições que arriscaria um projecto gigante para o estudo da epigrafia portuguesa por esse Mundo. Mas em Portugal é pura divagação, é melhor acordar, Bom Dia.