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O Castelo albicastrense que se cuide



Ai os livrinhos

Recorte do Jornal Reconquista de 6 de Dezembro


Primeiro estranha-se, depois entranha-se é o que apetece dizer a propósito de todas as questões técnicas e mais algumas… que a dita cuja, nova biblioteca albicastrense tem sido alvo. A coisa começou pelos blogs para já estar na imprensa regional. Sabemos que o estado e o risível da questão já são comentados em algumas universidades. Devem ter sido os estagiários-quais malditos dirão os incultos e medíocres defensores do caricato da situação. Não, não foram. A questão vê-se e sente-se. Só quem não percebe nada de bibliotecas e que acha que a de Castelo Branco é uma boa biblioteca. Nem suficiente. È mais uma das originalidades culturais do actual executivo que ultimamente têm ocupada a nossa cidade. A filosofia é esta: COMO É TUDO PAROLO. TUDO SERVE. Um túnel, uma Biblioteca, umas piscinas, ou uma variante é tudo o mesmo! Não é NÂO.

Esta passagem sobre fundo azul, não é da minha autoria. Trata-se de um apontamento de uma minha Amiga "alentejana" que pediu anonimato. O seu a seu dono

Afinal o que é que novo? O edifício? O pessoal ou os problemas? Estes últimos não! São já bem antigos, não do tempo de D. Afonso Henriques, conhecemos muito bem o jardim zoológico dito bibliófilo da Câmara de Castelo Branco mas vá lá, velhinhos… quanto ao pessoal há caras e risinhos novos…Mas é tudo muito muito educado ou não estivesse sedeada no novel edifício o Pelouro da Educação. Um mimo. Um mimo. Em Castelo Branco o que há não é uma biblioteca . É sim uma espécie de …

Senhor Presidente, Senhora vereadora ( respectivos assessores e assessoras qualificados) e os livros? Alguém pensa neles?

PARA VER E PENSAR: http://vivabibliotecaviva.blogspot.com/2007/08/impresses-da-nova-biblioteca-municipal.html

http://republicalaica.blogspot.com/

Coisinhas da História

A gente viu e reviu. A gente ouviu. Escutou. Perguntou. A gente interrogou: Como é que são (ainda) possíveis coisas destas. Que nos desculpem os amantes do género mas o novo programa do Professor José Hermano Saraiva dedicado à cidade de Castelo Branco foi uma peça de um folclórismo histórico do piorio. Isto de começar com os templários e terminar com os queijos… só o nosso querido Professor Saraiva. (Este Investigações ou seriedades históricas? Não. São antes retratos do nosso Portugal da primeira década do século XXI. As mudanças do país, as acessibilidades, as rotundas, as culturinhas, os turismos, os patriomoniozinhos, as desertificações, os queijinhos, os docinhos… Depois vêem os agentes da mudança os senhores políticos locais com alguns dos doutos técnicos que ajudaram à confecção do programa laudatório da respectiva santa terrinha. Os nomes aparecem sempre, a correr (oh, Ó,ó,ó,ó) na ficha técnica. Se calhar, a visita televisiva conta para o curriculum cientifico de alguns. Já estamos a ver o júri do concurso da Drª Dulce Vanessa: «Ó pá, ela colaborou no programa quando aparecemos na televisão. Aquela vez com o senhor Doutor Hermano Saraiva. Foi ela que se alembrou da ementa regional do almocinho de trabalho com os gajos» . «Já me alembro. Tive cá uma azia. Foram os queijos, foram os queijos».

Concordamos com o nosso colega Stalker quando escreveu:

«O programa de hoje de Hermano Saraiva foi um comício dedicado a Castelo Branco. Cidade exemplo ao nível do crescimento, do emprego, do empreendedorismo, das condições de vida, um verdadeiro modelo para o resto do país, pois segundo as palavras do autor do programa se outras regiões seguissem o nosso exemplo, o país estaria uns bons furos acima na competitividade. Um mimo. (…)
Uma peça antológica, talvez a responder às críticas que se ouviram quando há uns anos o mesmo José Hermano Saraiva fez um programa sobre a cidade, nada do agrado dos locais.

Sim. O programa realizado vai para alguns anos, não foi mesmo do agrado de alguns locais. Atenção só alguns. Principalmente, e vejam lá a originalidade, para não dizer outra coisa, do Senhor Presidente da Câmara da minha cidade Joaquim Morão. Em entrevista dada à revista «Raia», em 2000, o Professor José Hermano Saraiva recordou o assunto. Como não inclui esta crise historiográfica albicastrense nas suas magníficas memórias resolvemos, para contextualização dos nossos leitores, reproduzir o que o Professor respondeu à pergunta: “Algum dos seus programas gerou polémica?”. Vem na página 15, do número 43 da revista RAIA e não consta que tenha havido desmentido.

«Ainda hoje, em cerca de 3000 programas houve só dois que originaram protestos. Foi o do Seixal e o de Castelo Branco. A razão é espantosa. Referi no programa que no princípio do século XIII, o concelho da Covilhã, onde se praticava a transumância veio com os seus rebanhos e tentou atravessar o concelho de CASTELO BRANCO. Acontece que quem mandava lá eram os templários que não lhes deram licença para atravessarem os campos albicastrenses. Os templários, em conjunto com o concelho de Castelo branco, caíram-lhes em cima e mataram-nos. a sentença original está na Torre do Tombo. O povo foi julgado e o rei ordenou que se construísse uma capela para recolher os cadáveres da Covilhã. (…) Este episódio é dos mais importantes da história social portuguesa. Castelo branco protestou dizendo que eu estava a recordar factos baseados em lendas. Mas quem protestou foram os rotários. Levei a carta ao presidente nacional dos rotários, que era o juiz conselheiro Gonçalves Pereira e disse-lhe que estranhava MUITO VER OS ROTÁRIOS TOMAREM POSIÇÃO NUM ASSUNTO CONTRA A VERDADE. Ele ficou de ver o que se passava. Um Mês depois telefonou-me e contou-me que.” O presidente mente, não houve nenhuma votação, nem nenhuma reunião, e o que o presidente dos rotários de Castelo Branco fez isto porque o presidente da Câmara Joaquim Morão lhe pediu, atitude que já mereceu censura. O facto passou-se no século XII, é verdadeiro, e no século XXI tenta-se desmentir.»

É curioso não é, toda esta memória associada ao primeiro programa sobre CASTELO BRANCO do professor José Hermano Saraiva. E se foi mesmo assim, palavras para quê? Não valia nem vale a pena. As obras do Polis, sempre com grandes acompanhamentos arqueológicos e pesadas edições bibliográficas, construiriam a nova História da agora tão progressiva (será?) cidade de Castelo Branco.

Primeira invasão francesa 2

Foi há 200 anos que a tropa francesa fez entrada na cidade de Castelo Branco. E pelos vistos deu-se bem por lá.

Praça Velha albicastrense


Hoje venho regalar os olhos dos visitantes deste Blog com esta imagem fenomenal, retirada do site da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, representando a antiga "Domus Municipalis" albicastrense. Existem diferenças abismais em relação à actualidade, bem visíveis.
Pormenor engraçado da caixa de correio colocada ao pé de pequeno passeio redondo, servindo de protecção a candeeiro de iluminação pública. Neste local estaria possivelmente o pelourinho, infelizmente desaparecido na sua totalidade. Será que estaria mesmo? Pois, muito longe não poderia estar, e ao mesmo tempo parece ter havido um esforço de continuar a perpetuar um local central nesta praça com serviços ao público ( Correios e iluminação), pelo que a hipótese do pelourinho ter aí estado ganha uma certa abrangência. Mas o bom seria o antigo simbolo de autonomia municipal albicastrense aparecer, nem que fosse apenas alguns elementos.
Esta foto é magnífica..... não me canso de olhar para ela, e cada vez que lá poiso o olhar outro pormenor é alcançado.

Zona medieval de Castelo Branco

Faz este mes 29 anos que saiu este inquérito à população albicastrense sobre a zona medieval da cidade. Organizado pelo Prof. Galvão Garrido à frente de uma equipa de 25 alunos da antiga Escola Indústrial e Comercial. Foram feitas 250 entrevistas no dia 11 de Maio entre as 16 e as 19 horas.
Eram feitas seis perguntas:
1- Sabe onde se localiza a zona medieval da cidade?
1.1- Quantas vezes por mes passa nessa zona?
2- Já viu casas novas serem construídas nessa zona?
2.1- O que pensa dessas construções?
3- Devemos proteger essa zona de construções novas?
3.1- Como?
4- Será útil reconstruir o castelo, muralhas e casas dentro destas como eram na sua origem?
5- Que medidas se deveriam tomar para defender a zona medieval?
6- Que vantagens existiriam com a reconstrução da zona medieval, para a população, turismo, etc.?
Nas respostas há de tudo, quem esteja de acordo e quem esteja contra, porém acho que para os lados do Centro Cívico, ninguém acabou por ler este modesto, mas ao mesmo tempo importante estudo sobre o que pensam os albicastrenses sobre a zona histórica da sua cidade. Ao organizador do estudo, que anda desaparecido há muitos anos, esperava-se um aprofundamento deste inquérito, mas tal não aconteceu, vá-se lá saber? Interesses? Não ponho as mãos no fogo.
Recomenda-se a leitura à Junta de Freguesia Albicastrense, pois embora antigo este estudo indica muitas pistas e retrata situações actuais.

A lucidez de Costa Alves

Retirado do jornal semanal Reconquista. Mais palavras para quê?

Uma boa notícia

(Como não consegui uma foto da nova Biblioteca, coloco a Antiga onde passei muitas horas. A saudade já começa a roer. Somos assim, assim nos fizeram, paciência)

A Biblioteca Municipal albicastrense abre ao público já no próximo mês de Abril, nas suas novas instalações no Centro Cívico, segundo nos informa o semanário Gazeta do Interior. É uma óptima novidade já que estavamos só há espera que a mesma abrisse portas lá para Agosto. Esperemos que devidamente equipada e com catálogos informatizados. Sim porque o tempo das fichinhas já lá vai, muito longe...

236 anos como cidade


Pois é Castelo Branco faz hoje 236 anos que foi feita cidade, conforme o Stalker noticia. Como o tempo corre depressa. Ainda me recordo dos festejos dos 200 anos, claramente. Parabéns à minha cidade, ao cantinho onde nasci.

Castelo de Castelo Branco

Esta foto da DGEMN, é o melhor exemplo acabado da malvadez e vandalização por que já passou o castelo albicastrense.
Para ver, admirar e meditar, pois novos atentados se estão a apróximar, infelizmente

Taberna dos Inconformados

Como vem sendo hábito, hoje foi dia de intervenção na Taberna, onde nostrei a casa onde eu nasci, já desaparecida há muito, na esquina do Largo de S. João, em Castelo Branco