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Câmara de Idanha-a-Nova adquire património em Idanha-a-Velha







Por notícia veiculada pelo semanário Reconquista, de 10 de Janeiro de 2008, ficamos a saber que durante este mês se irão efectuar as escrituras de compra e venda de vários imóveis sitos na freguesia de Idanha-a-Velha, entre a Câmara Municipal de Idanha-a-Nova e a Família Marrocos. Entre os bens a adquirir encontram-se a Casa Grande, vários palheiros e alguns terrenos junto à povoação.

Desejo desde já mostrar o meu contentamento com tal notícia e desejar que rapidamente estes imóveis estejam ao serviço da população, da investigação arqueológica e do prestígio da Egitânia.

Segundo o vice-presidente da Câmara idanhense Eng. Armindo Jacinto, ao Reconquista, a casa Marrocos tem o destino traçado como hotel de charme, sendo os restantes ocupados com arrecadações para materiais arqueológicos e outros, possivelmente até o espólio do pintor José Manuel Soares a adquirir pela edilidade idanhense.

Talvez assim se trave o comercio ilegal de bens arqueológicos de Idanha-a-Velha e o constante descontrole e exportação de peças sabe-se lá para onde e por quem….. Já diz o povo “Quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado lhe vem”.

Adufe 10

Acaba de sair a público ADUFE no seu número décimo, revista cultural de Idanha-a-Nova. Continua com um bom aspecto gráfico e revela alguns apontamentos curiosos acerca do concelho idanhense, especialmente um artigo sobre os diversos tipos de moinhos existentes no concelho.
Uma publicação que se saúda e se espera continue periódica.

Uma década do Centro Cultural Raiamo

Vai ser comemorado hoje o 10º aniversário do Centro Cultural Raiano em Idanha-a-Nova. Infraestrutura cultural erguida no tempo em que Joaquim Morão Lopes Dias era Presidente da Câmara Idanhense. Começou o CCR por trabalhar bem a principio, mas com o tempo a sua actividade foi sendo menor e discutivel. Mesmo assim temos que lembrar algumas iniciativas de mérito que por lá passaram, como foram as exposições de arte sacra no ano dos 800 anos, a arte fóssil, e as exposições permanentes sobre os oleiros e a agricultura, embora estas ao fim de algum tempo começassem a ter um aspecto de falta de manutenção, o que não devem mostrar no dia de hoje. Paralelamente será atribuída a uma avenida de Idanha-a-Nova o nome de Joaquim Morão e será feita uma solena homenagem ao ex-edil idanhense. Será depois inaugurada no CCR uma exposição " 10 anos do Centro Cultural Raiano", seguindo-se um Porto de honra, terminando as comemorações com um concerto pelo ESART Ensemble, igualmente no CCR. Achamos muito bem, mas achariamos ainda melhor se o CCR cumprisse as funções para que foi feito e idealizado. Cristalizou, regrediu, caiu na rotina. Continuamos a achar bem que se comemorem estas datas, mas parece-nos que alguém se esqueceu dos 10 anos da Biblioteca Municipal de Idanha-a-Nova, esta inaugurada a 11 de Julho de 1996. Ambos são equipamentos culturais importantes no concelho, porquê comemorar a década de um e esquecer o outro. Não será pela "perfomance", por certo. São critérios. Quanto à homenagem, é merecida, mas se dependesse de mim (ainda bem que não tenho qualquer poder) talvez esperasse mais uns tempinhos. A propósito, recebi convite para estar presente nas cerimónias.
Foto retirada di site da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova